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Observação
Imagem meramente ilustrativa
Características
Descrição:
Sucesso
de crítica e vendas: já são mais de 10.000 exemplares vendidos em
apenas 1 ano! Apresenta
a tradução para o português da Bíblia diretamente do hebraico e à
luz do Talmud e das fontes judaicas. São
880 páginas em papel Scritta branco 44 gr. (o que dá uma espessura
de apenas 3 cm) e capa dura de luxo. *
* * Os
livros que compõem a BÍBLIA HEBRAICA são: Profetas Josué,
Juízes, Samuel, Reis, Isaías, Jeremias, Ezequiel e Os Doze (Oséias,
Joel, Amós, Obadias, Jonas, Mihá [Miquéias], Nahum, Habacuc,
Tsefaniá [Sofonias], Hagai [Ageu], Zacarias e Malaquias) Escritos Salmos,
Provérbios, Jó, Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações,
Eclesiastes, Ester, Daniel, Ezra- Neemias e Crônicas *
* * Inédito,
um Tanach em português!
Especial diretamente da lojashalompor
Bernardo Lerer Jairo
Fridlin,
da Editora Sêfer, já pode respirar aliviado: dois anos depois de
iniciada, está pronta a primeira edição completa do Tanach, isto
é, a Bíblia judaica, em português. Ele realiza "um sonho
antigo, pois os judeus falam português há pelo menos mil anos e a
única versão do Tanach numa língua próxima da nossa é de 1553,
editada em Ferrara, na Itália, mas em ladino. Os judeus não tinham
autorização para traduzi-la para o português", conta Jairo,
que editou dezenas de livros de oração, de reflexão, para
crianças, leis sobre cashrut, etc. A
versão em português do Tanach terá 880 páginas, capa dura de luxo
e uma lombada de apenas dois centímetros e meio, porque empregou-se
o chamado papel bíblia, cuja folha pesa apenas 44 gramas. O livro é
uma obra coletiva. Ele o traduziu junto com David Gorodovits, do Rio,
e teve a revisão técnico-religiosa dos rabinos Marcelo Borer,
Daniel Touitou e Saul Paves, e dos professores Norma e Ruben
Rosenberg, Daniel Presman e Marcel Berditchevsky. O
livro vai se destinar aos alunos das escolas judaicas e ao público
em geral. A seguir, entrevista com Jairo
Fridlin: Quais
as novidades desta edição? A
maior, sem dúvida, é seu "jeito" judaico, baseado e
influenciado pela visão do sábios do Talmud e nas demais fontes
judaicas dos últimos 2.000 anos. O uso dos nomes hebraicos - tanto
dos personagens como dos lugares - torna o conjunto da obra mais
interessante, porque usamos o "ben" para indicar a filiação
(ex.: Avner, filho de Ner, virou Avner ben Ner). Quanto aos lugares,
é possível entender onde que se passa pois esses pontos são
visíveis no mapa hoje. Na grafia, usamos o H sublinhado para
representar as letras Chet e Chaf, ao invés do tradicional CH.
Acredito que o resultado seja bom. O público vai decidir. Embora
seja apresentada convencionalmente, em capítulos e versículos -
cuja origem não é judaica, mas teve que ser "oficializada"
devidos aos recorrentes debates inter-religiosos da Idade Média -,
tentamos demonstrar como é a divisão judaica para evita
desmembramentos e descontextualizações de alguns textos.
Apresentamos também aquelas "aberturas" que aparecem no
textos hebraicos. Ficamos devendo a inclusão de todo o texto em
hebraico. Isso fica para a próxima. Agora,
em relação às outras traduções em português, o que mais a
distingue é que nenhuma delas foi feita diretamente do hebraico,
idioma original da Bíblia. O que ninguém discute e é um fato. Quais
as grandes dificuldades encontradas para a tradução? Ao
não inserir notas de rodapé, tivemos de decidir entre as diferentes
opções de tradução de algumas palavras, bem como optar por um dos
tantos e ricos caminhos exegéticos. Às vezes, seguimos a opinião
de Rashi, outras a de Nachmânides, outras de um terceiro, e assim
sucessivamente. Mas sempre apoiados em alguma opinião rabínica, e
de preferência, a que melhor se articulava com o texto em si, a que
damos o nome de "peshuto shel hamicrá". Que
cuidados tiveram com a tradução? Em
primeiro lugar, a clareza - para os jovens estudantes entenderem o
que o texto diz. Nesse ponto, sacrificamos várias palavras - por si
só corretas e precisas - por outras mais conhecidas e
compreensíveis. Educadores constituíam o grupo de trabalho para dar
uma forte conotação educativa à obra. Segundo,
tentamos inserir no texto algo aparentemente abstrato mas cuja
ausência é possível sentir em outras traduções: o olhar judaico,
o gosto judaico, o som judaico; o estilo judaico, enfim. Além
disso, tentamos extrair do texto certas influências externas que se
incorporaram a ele, às vezes intencionalmente, o que o distanciava
do original. Um exemplo é traduzir Shabat por "dia de
descanso", que amanhã poderia vir a ser o domingo... ou
traduzir a palavra Toráh apenas como Lei, quando sabemos que ela é
muito, muito mais que isso. Raramente,
e entre parênteses, inserimos palavras que complementam o texto, ou
que o comentam, ou que identificam determinados personagens a que o
texto faz referência. Isso poderá evitar que certas passagens sejam
relacionadas a quem não de direito. Nos Profetas maiores e
particularmente em alguns dos Escritos, não nos prendemos mais do
que o necessário à letra do texto mas tentamos captar e transmitir
sua mensagem de forma bem clara, como anteriormente na edição do
livro dos Salmos. Nossa intenção é que o leitor se emocione com o
texto, vibre e se envolva com a leitura. Neste caso, a tradução
literal e "burocrática" seria um erro. De
que fontes se valeram para a tradução? Primeiro,
baseamo-nos na versão em hebraico do Tanach conhecida como "Kéter
Aram Tsová" (ou Alepo), reconhecida como a mais fiel e
autêntica, e que remonta à época de Maimônides. Consultamos
traduções para o inglês, espanhol, francês - e mesmo português -
como fontes de comparação e apoio, mas no apoiamos principalmente
nos comentaristas clássicos do Tanach , conforme relacionado no
livro, mencionando até a época em que viveram. Por
que uma tradução para o português? Porque
havia essa carência e, em algum momento, alguém teria de fazê-la.
O Tanach é a base de todo o "edifício" do judaísmo.
Todos os demais livros se relacionam a ele. E é triste e doloroso
constatar que poucos de nós tivemos a oportunidade de conhecê-lo.
Eu mesmo, no início de meus estudos, sofri para entender muitas
passagens. Talvez agora, disponível uma tradução judaica para o
português, mais pessoas se interessem em conhecer e estudá-lo com a
profundidade que ele merece! Qual
o significado desta obra? Para
mim, é a maior de todas e tantas contribuições judaicas para a
Humanidade. Ela é a ponte que poderá tornar o mundo uma grande
família de povos e, à luz de seus ensinamentos, aprenderá, um dia,
a se respeitar e a viver de forma harmônica e em paz, como nos
ensina aquela famosa profecia do lobo e do cordeiro, de Isaías. Ela
é o livro mais importante da cultura judaica e o que mais
profundamente influenciou a civilização ocidental. Graças a ela,
nos deram, aos judeus, o título honorífico e o devido respeito por
sermos "o povo do livro". Pois devemos assumir esta
condição, também em português. O
texto foi traduzido na ordem direta, ou tal como se lê no
original? Onde
possível, tentamos colocar na ordem direta. Ao invés de "E
falou o Eterno a Moisés", adotamos o "E o Eterno falou a
Moisés". Mas em trechos dos Profetas e dos Escritos, o estilo
do texto exigia que mantivéssemos a forma indireta. Quem
já se mostrou interessado nela? Primeiramente,
as escolas judaicas; creio que logo as famílias judaicas também se
interessarão por uma obra tão importante e fundamental para a
identidade judaica. O público não-judaico também está ansioso por
conhecer a forma como nós, judeus, lemos e entendemos a Bíblia. Existe
a possibilidade de ela vir a ser distribuída nos países de fala
portuguesa? Existe,
e vamos tentar fazer isso o mais breve possível. A
edição inclui a exegese do texto bíblico? Apenas
parcialmente, pois não existe tradução sem exegese. Em
outras palavras, a própria tradução é, em certa medida, uma
exegese. Tradução
David Gorodovits e Jairo Fridlin
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